sexta-feira, 26 de março de 2010

A ida para o Gândara

Depois de ter sido campeão distrital pela AAC-SF como treinador adjunto, senti que o meu ciclo nessa enorme Instituição tinha terminado. Direccionei as minhas ambições e objectivos para ser definitivamente treinador principal. como aliás já o tinha sido no Eirense, se bem que nas camadas jovens.
Teria aceitado na altura qualquer convite, desde que duas premissas fossem cumpridas: 1- Uma equipa sénior, ou uma equipa júnior que disputasse os nacionais.
Tive algumas hipóteses, mas apareceu o Presidente José Nogueira do Gândara com um desafio quase impossível de cumprir. Propunha-se levar a equipa à manutenção na 3ª divisão com condições surreais. 
1- O mais baixo orçamento da série D
2- Somente 11 jogadores faziam parte do colectivo, pois a grande maioria dos habituais titulares do ano anterior tinham abandonado o clube.
3- Eu teria que contratar cerca de 6/7 jogadores a preço irrealista.
4- A pré- época só iria começar no dia 3 de Agosto, depois de todas as equipas já terem cerca de 15 dias de trabalho.

Era um desafio hercúleo. Ms de bom grado aceitei. Nunca viro a cara à luta, e sei o meu real valor.
Primeiro de tudo, escolhi o meu treinador adjunto. Patrício Duarte tinha tirado o I e II nível comigo, e sabia bem das suas competências.
Depois foi o correr contra o tempo e ver que atletas estavam disponíveis.
Tinha acompanhado muitos jogos da AAC-OAF juniores há vários anos para cá.
Levei para a equipa o Bruno Simões, o André Gonçalo e o Luisinho da última época de juniores, e o Garfo e Vasco da penúltima.
A 1ª contrariedade- quase impossível de superar- foi o abandono do Luisinho passado uma semana pelo facto de a mãe estar muito doente e necessitar apoio familiar. O Luís foi para a sua terra natal- Fornos de Algodres- e por lá ficou a jogar.
Para o seu lugar fui buscar o Willy, um atleta que tinha sido meu jogador na SF e que potencialmente é um atleta de eleição.
Azar dos azares, lesiona-se gravemente e tem de ser operado, não jogando mais até ao fim da época.
Paralelamente o brasileiro Rondinelle, tem um convite de uma equipa nortenha, a ganhar o triplo e o clube não tem como o segurar.
Yanick e João Tiago foram afastados do grupo por minha iniciativa por questões disciplinares.
O guarda-redes titular da época anterior tinha que fazer uma astroscopia ao menisco, tendo que parar cerca de 2 meses.
Era este o cenário, conjuntamente com uma primeira semana a treinar com cerca de 40 atletas. A grande maioria à experiência.
A equipa também não tinha massagista.
Fui eu que contratei uma fisioterapeuta, o grande erro de casting da época.... Mas isso são outros " quinhentos"...

CONTINUA... 

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